Por Coluna Vitor Vogas / SIM NOTÍCIAS / Fotos: Divulgação
No Espírito Santo, desde o fim de 2024, muito se tem falado sobre a eleição para governador e a escolha do sucessor de Renato Casagrande (PSB). Em paralelo, porém, outra disputa de extrema importância também já movimenta intensamente os bastidores políticos: aquela pelos dois assentos no Senado que estarão em jogo no Estado nas eleições deste ano.
No momento, segundo nosso levantamento, nada menos que 14 possíveis candidatos são cotados no Espírito Santo, ou porque assim se apresentam, confirmando o interesse em disputar, ou porque são frequentemente citados por terceiros. Abaixo, apresentamos cada um deles.
Mas vamos além de apresentá-los.
Se o nome entrou em nossa lista, é porque consideramos que sua candidatura ao Senado é possível, não pode ser descartada. Porém, para cada nome da lista, atribuímos o “grau de probabilidade” de efetivação da candidatura a esta altura do processo, conforme a escala abaixo. Nossa classificação leva em conta uma série de variáveis, considerando o cenário que está posto – sublinhe-se – neste momento.
Escala de probabilidade:
**** Muito provável
*** Provável
** Possível, mas pouco provável
* Muito improvável
Dividimos os 14 potenciais concorrentes em três categorias: aqueles que estão dentro do arco de alianças do governo de Casagrande e Ricardo Ferraço (o próprio governador e aliados); aqueles que estão fora do raio de influência do governador; e, num caso à parte, o PT, pois, embora integrado ao atual governo Casagrande, o partido provavelmente estará em um palanque paralelo.
À lista!
No time do Governo Casagrande/Ricardo
. Renato Casagrande (PSB) ****

Com governo bem avaliado segundo pesquisas de vários institutos, o atual chefe do Executivo Estadual alcançou um feito raro na política: vive seu melhor momento (o auge da popularidade) no seu terceiro mandato de governador, crepúsculo de sua longa passagem pelo Palácio Anchieta. Normalmente, dá-se o contrário: o tempo costuma ser impiedoso e levar desgaste aos governantes.
Tem sabido usar as redes sociais a seu favor. Exerce total ascendência sobre seu partido no Espírito Santo. Tem apoio integral da direção nacional do PSB (da qual faz parte). Não há um só aliado dele que não queira sua candidatura ao Senado.
Em diversas entrevistas, já sinalizou a intenção de se candidatar ao Senado, renunciando ao governo em abril e passando o cargo para o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato apoiado por ele a sua própria sucessão.
Em algumas dessas entrevistas, também disse que só um fator pode levá-lo a mudar de ideia, não concorrer a nada e completar seu terceiro mandato: se concluir que sua permanência será imprescindível para manter a unidade de seu grande grupo político e evitar uma dispersão de aliados que favoreça adversários na corrida ao Palácio Anchieta.
A tendência é que Casagrande cumpra mesmo o script traçado por ele e, no limite do prazo legal, em princípios de abril, renuncie ao atual mandato para concorrer ao Senado. Naturalmente, passar o bastão para Ricardo também é parte importante da estratégia para fortalecer seu candidato à sucessão, que assim entrará na campanha como governador de fato e de direito.
Euclério Sampaio (MDB) ***

Em agosto do ano passado, o prefeito de Cariacica trouxe a público seu desejo de disputar uma vaga no Senado, apoiando Casagrande para a outra vaga e Ricardo para governador. Sua pré-candidatura consolidou-se de maneira incrivelmente veloz.
O primeiro ato foi a divulgação de uma carta de apoio firmada por dirigentes de convenções da igreja Assembleia de Deus no Espírito Santo. Nos dias seguintes, o prefeito recebeu uma sequência de manifestações de apoio, por parte de líderes de outras igrejas evangélicas, entidades de classe de profissionais da segurança pública e líderes políticos conservadores de norte a sul do Estado, como os prefeitos de Cachoeiro de Itapemirim, Theodorico Ferraço (PP), e de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos (PSB).
No dia 12 de setembro, falando a esta coluna, Euclério declarou: “Não tem mais volta. Vou renunciar em abril para ser candidato a senador”. E mais: “Não tenho mais como recuar, nem se eu quisesse. Deus botou isso no meu coração, e eu vou ser obediente”.
No dia 23 de outubro, também em entrevista à coluna, a vice-prefeita de Cariacica, Shymenne de Castro (PSB), asseverou: “Estou pronta para assumir a Prefeitura de Cariacica”.
O único aparente empecilho para Euclério é de ordem partidária. Ele hoje é filiado ao MDB, mesmo partido de Ricardo Ferraço. Este é o atual presidente estadual do MDB e já disse que o partido pode muito bem ter candidato a governador (ele próprio) e a senador. Mas isso é complicado: as candidaturas ao Senado costumam ser usadas para atrair e prestigiar outros partidos aliados. E Ricardo tem muitos ao redor.
Problema algum para Euclério: ele já disse estar disposto a mudar de sigla se isso for necessário para se viabilizar. Resta saber qual. O prefeito tem convite do União Brasil.
. Josias da Vitória (PP) ***

Na eleição geral passada (2022), o deputado federal já queria ser candidato a senador, mas o cavalo não passou arreado para ele. O grupo do governador priorizou o apoio à reeleição de Rose de Freitas (MDB), derrotada por Magno Malta (PL). Agora, o cenário lhe é bem mais favorável.
O coordenador da bancada capixaba no Congresso tem o comando do PP no Espírito Santo. Mais que isso: será o presidente estadual da poderosa Federação União Progressista (PP com União Brasil). Já afirmou que tem disposição para disputar qualquer cargo majoritário: governador ou senador. Governador, será difícil.
O deputado também já disse que o União Progressista construirá o projeto majoritário junto com Casagrande e Ricardo. Pela dimensão da federação pela qual ele responde e por sua antiga parceria com o atual governador, Da Vitória tem boas chances de ser o segundo candidato a senador numa chapa que tenha Ricardo na cabeça (a governador) e Casagrande como o primeiro postulante ao Senado.
. Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) **

A viabilização de Luiz Paulo passa por um grande “depende”. O ex-prefeito de Vitória já afirmou que quer ser candidato a senador porque hoje, neste grande rol de pré-candidatos, não enxerga ninguém que defenda os ideais em que acredita. Em campanhas anteriores, já demonstrou não ter medo da derrota, nem pudor em entrar como azarão para defender suas convicções.
Um fato inusitado, ocorrido à revelia de Luiz Paulo, o deixou em uma situação sui generis: a chegada do prefeito Arnaldinho Borgo à presidência estadual do PSDB, em dezembro passado, por nomeação direta do presidente nacional do partido, Aécio Neves. Buscando ser candidato a governador, Arnaldinho fez o movimento a fim de garantir para si mesmo uma legenda, pegando de calças curtas até seu maior aliado, o governador Renato Casagrande (que apoia Ricardo Ferraço).
Aliado de Casagrande e de Ricardo, Luiz Paulo era apoiador declarado do segundo e queria o PSDB no palanque de Ricardo. Não participou do movimento de Arnaldinho com Aécio. Mas, no acordo de Aécio com Arnaldinho, teve sua pré-candidatura ao Senado preservada. Agora, paradoxalmente, pode ser beneficiado pela mesma operação da qual não participou e que tirou o PSDB da coligação de Ricardo.
Curiosamente, se Arnaldinho for mesmo candidato a governador, crescem muito as chances de Luiz Paulo ser mesmo candidato a senador – ainda que ele preferisse ficar com Ricardo. Hoje, no grupo de Arnaldinho, não há mais ninguém buscando esse lugar na chapa.
Por outro lado, se o prefeito de Vila Velha desistir e o PSDB voltar para o palanque de Ricardo, as chances de a postulação de Luiz Paulo vingar se reduzem a quase zero. Ali, afinal, a coligação tende a ser bem maior, não restando espaço para o ex-prefeito de Vitória. A primeira vaga tende a ficar com Casagrande. Já a segunda, como visto acima, é disputada a cotoveladas por outros pré-candidatos com maiores chances eleitorais, como Euclério e Da Vitória, que vêm por partidos bem mais fortes e estão em viés de alta, ao contrário do tucano Luiz Paulo…
Em resumo, a candidatura de Luiz Paulo depende do êxito de um movimento que, inicialmente, não teve sua participação e que vai contra os interesses do candidato a governador preferido por ele próprio.
Eis o paradoxo diante do ex-prefeito de Vitória.
. Rose de Freitas (MDB) *

No dia 31 de outubro, Rose declarou neste espaço que não desistirá de ser candidata novamente ao Senado. Disse ter atendido a uma “convocação” de seus apoiadores.
Com seis mandatos de deputada federal no currículo, além de um de senadora, Rose não pode ser subestimada e na certa exercerá papel importante na campanha. Mas a aspiração majoritária é limitada por uma série de fatores.
Um deles é o partido. Rose, segundo ela, não pretende sair do MDB. É a legenda de Ricardo Ferraço. Se este de fato for candidato a governador, dificilmente o MDB terá outra candidatura majoritária na mesma coligação, tendo tantos partidos aliados a contemplar no arranjo. Além disso, aos 77 anos, Rose está há quase três sem mandato, com poder e influência reduzidos.
Uma campanha ao Senado exige muito do candidato, fisicamente. É preciso percorrer o Estado inteiro, em ritmo de maratonista. Já em suas últimas postulações (para governadora em 2018 e senadora em 2022), Rose mostrou pouca disposição em fazer campanha de rua e em gravar conteúdo para a própria propaganda eleitoral.
Está ausente das redes sociais, campo de disputa quiçá ainda mais importante hoje em dia (vide, por exemplo, a revolução nas redes de Casagrande e outros políticos da velha guarda).
Partido dos Trabalhadores
. Fabiano Contarato (PT) ****

Podemos afirmá-lo aqui e agora: será, sem sombra de dúvida, candidato à reeleição. Lula o quer, a Executiva Nacional o quer, os dirigentes estaduais idem, a militância idem, enfim, o PT inteiro trata a reeleição de Contarato como prioridade nº 1 para o partido no Espírito Santo.
Assim já o disseram vários líderes locais – Jack Rocha, João Coser, Helder Salomão –, além da vontade já expressada pelo próprio senador.
No fim do ano passado, o PT também decidiu lançar Helder a governador. A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) deve encabeçar uma coligação de esquerda, à qual poderá se somar a Federação Rede/PSol, tendo Helder como candidato ao Palácio Anchieta e Contarato como principal postulante a senador.
A ideia também é garantir um palanque para o presidente Lula no Espírito Santo.
Fora do time do Governo Casagrande/Ricardo
. Maguinha Malta (PL) ****

Com grande porte e priorizando a eleição de senadores em 2026 – para ajudar a executar o plano bolsonarista de cassar ministros do STF –, o PL com certeza terá candidato próprio ao Senado no Espírito Santo. Ou melhor, candidata. Hoje, pouca gente duvida que a candidata do partido será, de fato, a publicitária Maguinha Malta, ainda não testada nas urnas. Isso não por qualquer atributo pessoal, currículo etc.
Maguinha tende a ser a candidata por conta do fator que, no PL capixaba, tem mais peso: a vontade do senador Magno Malta, presidente estadual do partido e, por acaso, seu pai. Com a desistência de Gilvan da Federal, Magno decidiu lançar e bancar a própria filha, para se juntar a ele no Senado. Como a palavra dele é lei no PL-ES, quatro estrelas para ela, pela força dos laços consanguíneos.
. Paulo Hartung (PSD) ***

É sempre lembrado como possível candidato ao Senado. Não pode ser esquecido nem desconsiderado.
Em entrevista dada aqui em maio do ano passado, o ex-governador sinalizou fortemente que não tencionava disputar novo mandato em 2026. Defendendo a “renovação política”, disse ter entrado no PSD para contribuir com ideias, ajudar o partido a construir seu programa e seu plano de governo para a eleição presidencial. Contudo, ambiguamente, deixou uma fresta aberta: “Não descarto nem encarto [ser candidato no próximo pleito]”.
Esse cenário mudou. Alguns recentes movimentos de Hartung indicam que ele está se reposicionando e testando até onde vai sua aceitação hoje em dia junto ao povo capixaba, caso decida voltar a pleitear algum mandato no Espírito Santo. Pesquisas de intenção de voto divulgadas no ano passado revelam que ele ainda é competitivo (para o Senado ou o Governo do Estado).
A cada nova declaração em entrevistas à imprensa local, o ex-governador se mostra mais disposto a voltar a jogar um jogo do qual, na verdade, jamais saiu inteiramente. Foi assim na entrevista publicada aqui na segunda-feira (2): Hartung se disse “animadíssimo” para voltar a disputar um cargo eletivo este ano, dando mais um passo para dentro do jogo. Como não tem mandato, ele não precisa decidir antes das convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto.
Do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o ex-governador tem carta branca e total incentivo para voltar a concorrer ao Senado (por onde já passou, de 1999 a 2002). O presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcelos, também já disse aqui, categoricamente, em dezembro: a pedido de Kassab, Hartung terá legenda para ser candidato ao que quiser.
Só tem um detalhe: se Hartung for candidato ao Senado, o será pelo PSD, mesma sigla em que Sérgio Meneguelli pretende entrar para ser candidato ao mesmo cargo. Como este ano há duas vagas em disputa por Estado, a legislação eleitoral permite que um mesmo partido ou federação tenha dois candidatos. Mas, na prática, isso é muito incomum. Os dois teriam de se entender.
Sérgio Meneguelli (pelo PSD) ***

Após ter tido a candidatura ao Senado barrada pelo Republicanos em 2022, o deputado estadual e ex-prefeito de Colatina está determinado a sair do partido e, dessa vez, realizar o velho sonho de concorrer ao Senado. Como ele mesmo já disse aqui, seu pé já está no Partido Social Democrático (PSD).
A ficha já foi assinada, esperando para ser protocolada. Como tem mandato parlamentar e a direção estadual do Republicanos não lhe dará carta de anuência, ele só poderá migrar na janela de março.
Mantém excelente relação com Renzo Vasconcelos, presidente estadual do PSD, que já lhe abriu as portas do partido e lhe deve, em parte, a vitória na reta final da eleição a prefeito de Colatina em 2024. O próprio ex-governador Paulo Hartung, filiado em maio ao PSD, já endossou seu ingresso no partido.
Por tudo isso, se Meneguelli for mesmo para o PSD, a candidatura parece bem pavimentada… a menos que Hartung resolva candidatar-se ele mesmo ao Senado. Aí, como explicado acima, terá de haver um entendimento fino entre eles e com a direção nacional.
. Leonardo Monjardim (Novo) ***

Em 2024, ao se filiar ao Novo, o vereador de Vitória tornou-se o primeiro mandatário do partido na história do Espírito Santo. Agora, o Novo quer lançá-lo a senador. A direção estadual endossa o plano.
Em agosto, em São Paulo, o presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro, confirmou a pré-candidatura. Em novembro, numa casa de espetáculos em Vitória, com a presença do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, estrela maior da companhia, Monjardim foi oficialmente lançado.
Em entrevista à coluna em novembro, o vereador se mostrou irredutível. Se o Novo entrar em uma coligação majoritária – por exemplo, a de Lorenzo Pazolini (Republicanos) como candidato ao governo –, diminuem bastante as chances de Monjardim concretizar a candidatura, pois, nesse caso, as vagas para o Senado tendem a ir para outros aliados do prefeito.
Mas, com aval da direção do Novo, Monjardim já declarou que será candidato mesmo de forma isolada (a chamada “candidatura avulsa”).
Se o vereador entrar mesmo no páreo, será uma candidatura ideológica (e kamikaze) do Novo, para o vereador ganhar recall político, visando às eleições municipais de 2028… Restam dúvidas, também, quanto à capacidade do partido em financiar essa empreitada eleitoral.
. Evair de Melo (por outra sigla à direita do PP) **

Em 2023, o deputado foi o primeiro político capixaba a dizer que queria se candidatar a governador, Mudou o plano para senador. No fim de 2024, o próprio Bolsonaro, em vídeo, citou Evair como aliado que teria seu apoio ao Senado no Espírito Santo. De fato, a ligação entre os dois é forte.
Evair apoia Bolsonaro desde 2017, foi um dos seus vice-líderes na Câmara durante seu governo e, no atual mandato, radicalizou de vez no bolsonarismo: vota quase sempre contra o governo Lula (até na reforma tributária), já desqualificou ministros como Haddad e Marina Silva em audiências de comissões, já enalteceu Donald Trump…
A dificuldade, para Evair, é partidária. Pelas mãos de Da Vitória e Marcelo Santos, o União Progressista está embicado na direção de Ricardo e Casagrande, de quem ele é opositor. Se confirmada a presença da federação nesse palanque, ele não terá espaço algum para candidatura majoritária.
Pode migrar, é claro, para outro partido de direita, mas qual? Ideologicamente, o PL seria um destino natural, mas a legenda para o Senado já tem dona. Evair disse aqui, na última quarta-feira (4), que tem dialogado com Magno para se filiar ao PL e ser o candidato da sigla ao Senado, no lugar de Maguinha. O senador desmentiu o deputado, reafirmando que a candidata do PL é sua filha e que isso é inegociável.
. Carlos Manato (por outra sigla de direita que não o PL) *

Se dependesse só da vontade individual, o ex-deputado federal até poderia levar duas ou mais estrelas. Ele quer ser candidato a senador e tem se movimentado bastante nos bastidores para viabilizar esse plano. Mas a estrela solitária se justifica por uma barreira de ordem partidária.
No PL, onde ainda está filiado, Manato não ficará. Além da reserva de espaço para Maguinha, ele está brigado com Magno. Passou o ano passado inteiro em busca de outra sigla no campo da direita em que pudesse se acomodar. Mas esbarrou em muitas portas fechadas.
O ex-deputado tentou cavar espaço no Novo, no PP, PRD… Mas todos já têm outros compromissos. Acabou decidindo entrar no Republicanos, onde sua esposa, Soraya, já se filiou. Manato ainda não sacramentou a filiação, mas, segundo ele, a decisão está tomada. Ele se aproximou de Pazolini e já lhe declarou apoio para governador.
Ocorre que o Republicanos dificilmente terá candidato, ele ou qualquer outro, a senador, pois, na eleição majoritária, deve concentrar atenção e recursos na candidatura de Pazolini ao Anchieta, além de usar os espaços para o Senado na chapa para captar aliados.
Na atual conjuntura, Manato só deve ser candidato a senador se o Republicanos vier isolado.
. Marcos do Val (por outra sigla que não o Podemos) *

Sinaliza interesse em se manter no Senado. No Podemos, não terá legenda. Aliás, já declarou que sairá do partido, alegando que a sigla apoia o governo Casagrande (apoiado por ele próprio em 2018 e 2022). Será difícil encontrar agremiação disposta a bancar politicamente sua candidatura ao mesmo cargo.
Atenção: Logicamente, até agosto, muito poderá mudar. Alguém cuja candidatura, hoje, seja considerada por nós pouco provável, ou até muito improvável, poderá se viabilizar nos próximos meses. Da mesma forma, uma candidatura hoje considerada muito provável poderá ficar pelo caminho. Isso sem mencionar outros nomes que poderão surgir ao longo do percurso.