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Casagrande entre os 9 que miram Senado e escolhem vices para sucessão

Por Danieleh Coutinho / ES HOJE / Foto: Divulgação

Os governadores começaram 2026 em meio a articulações políticas para as eleições de outubro, com movimentos que incluem migrações partidárias, renúncias para concorrer a outros cargos e até mesmo estratégias de mistério sobre o futuro político. Dos atuais 27 governadores, 20 estão com destino político selado: 9 concorrem à reeleição, 9 vão disputar o Senado e 2 não serão candidatos.

Outros 4 tentam se viabilizar como candidatos à Presidência e 3 ainda não decidiram se vão disputar as eleições. Dentre os que vão disputar cadeira de senador está o capixaba, Renato Casagrande (PSB), que já lançou o vice, Ricardo Ferraço (MDB) como sucessor.

Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) vai passar o bastão para o vice Matheus Simões (PSD). Seu principal desafio é se tornar mais conhecido –para isso tem apostado nas redes sociais e na visibilidade do padrinho político Zema, que se lançou como pré-candidato a presidente. O cenário é semelhante no Pará, onde a vice-governadora Hana Grassan (MDB) disputa a sucessão de Helder Barbalho (MDB), que vai disputar o Senado. Será a primeira vez que ela vai concorrer a um cargo majoritário como cabeça de chapa.

As renúncias vão ampliar o predomínio da centro-direita nos estados. O PP, que tem dois governadores, chegará a quatro com a ascensão dos vices Lucas Ribeiro, na Paraíba, e Celina Leão, no Distrito Federal. O Republicanos dará um salto semelhante, e terá quatro governadores, incluindo Otaviano Pivetta, em Mato Grosso, e Edilson Damião, em Roraima.

O MDB dará um salto de dois para cinco governadores com a ascensão dos vices no Espírito Santo, Pará e Rio Grande do Sul. Já o PSD poderá ficar com cinco governadores após a renúncia dos presidenciáveis Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Jr. (Paraná), e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).

O presidente Lula (PT) manterá aliados no comando de dez estados, mas a esquerda vai perder espaço com as renúncias de Fátima Bezerra (PT-RN), Renato Casagrande (PSB-ES) e João Azevêdo (PSB-PB). No caso do estado capixaba, Ricardo tem se colocado mais centro-direita, apesar da excelente relação com o governador Casagrande, que lhe dará apoio.

Dentre os governadores que devem disputar a reeleição estão Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, Jerônimo Rodrigues (PT-Bahia) e Elmano de Freitas (PT-Ceará) enfrentam desgastes sob a sombra de seus antecessores, os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Camilo Santana (Educação). Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) enfrentou um revés com o rompimento do MDB, legenda com mais prefeitos no estado. Ainda assim, segue como favorito para a reeleição no estado, que tem forte viés bolsonarista.

Casagrande entre os 9 que miram Senado e escolhem vices para sucessão