Por Manaira Medeiros / SÉCULO DIÁRIO / Foto: Divulgação
Primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos, entra cada vez mais no cenário eleitoral
“Braços abertos, mente firme, fé em Deus e os pés no chão. O futuro nos chama”. A frase, publicada nas redes sociais, é mais um aceno para o eleitorado da médica e primeira-dama de Colatina (noroeste do Estado), Lívia Vasconcelos, que se mostra pronta para disputar a Assembleia Legislativa ou a Câmara Federal este ano pelo PSD. Ela também se reuniu nos últimos dias com lideranças políticas locais, como o deputado estadual Sergio Meneguelli (Republicanos), e de fora do município, em São Gabriel da Palha – articulado pelo vereador Léo Bragato (PL) -, ações que devem se intensificar nos próximos meses.
O nome de Lívia foi lançado no mercado no final do ano passado, mas inicialmente naquele clima de “talvez, quem sabe”. Agora, o plano não parece ter recuo, e os apoiadores já ecoam aos quatro cantos a frase: “minha deputada!”. Considerada popular em Colatina, Lívia encontra espaço para erguer uma candidatura à Assembleia aproveitando-se da “subida” de Meneguelli, deputado mais votado do Estado em 2022 e ex-prefeito. Ele anunciou com antecedência que não vai tentar e reeleição e investe, mais uma vez, na missão de disputar o Senado, o que seria também pelo PSD, embora as amarrações sigam em aberto nesse campo.
O partido liderado pelo marido de Lívia, prefeito Renzo Vasconcelos é, hoje, a principal perna da aliança do palanque de oposição ao governo, que será encabeçado pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos). Negocia com “balha na agulha”, leia-se tempo de TV e verba do fundo eleitoral.
A considerar os planos do próprio Renzo, de tentar a reeleição em 2028, uma cadeira na Assembleia para sua mulher parece a estratégia mais assertiva. A Nacional, porém, mira na Câmara. Para onde vai a primeira-dama, afinal? Vale lembrar que Renzo não teve vida fácil em 2024: ganhou do ex-prefeito Guerino Balestrassi (MDB) em votação apertada, contando com apoio decisivo justamente de Meneguelli, a quem deve agora a contrapartida – o Senado sai ou não?
Espaços vagos
Na Assembleia, o PSD tem os deputados Adilson Espíndula e Fabricio Gandini. Quer dizer, tinha! Gandini já anunciou filiação ao Podemos e Adilson também estaria de malas prontas para outra legenda. Na Câmara, não tem ninguém. O partido precisa fortalecer as chapas e garantir espaços.
Costuras
Em 2022, na época no extinto PSC, Renzo obteve uma votação elevada à Câmara, mais de 82 mil votos, e não entrou. É nesse espólio que a Nacional do PSD está de olho ao defender a candidatura de Lívia. Serginho Meneguelli seria o puxador de votos ideal, mas ele diz que não desce para deputado federal nem amarrado.
Terreno dividido
A atual bancada da Câmara Federal conta com dois deputados com reduto em Colatina: Paulo Foletto (PSB), que desistiu de disputar a reeleição, e Da Vitória (PP), futuro presidente da superfederação União Progressista (UP), que se colocou na disputa ao Senado, mas pode ficar mesmo pela reeleição. No caso de Lívia assumir o páreo, pode ter ruídos em terreno aliado. Nem tudo são flores…