O Republicanos, nos âmbitos nacional e estadual, demonstra que pretende assumir papel de destaque nas eleições de 2026 e ocupar espaços deixados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje preso e inelegível.
No plano nacional, o presidente da legenda, deputado federal Marcos Pereira (Republicanos/SP), afirmou que o apoio à eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) à Presidência da República não é consenso na direita. “Sem dúvida, meu candidato seria o Tarcísio (governador de São Paulo). Agora, quando se diz que a direita fecha com Flávio Bolsonaro, por enquanto não está tudo certo ainda. Caiado tem dito que será candidato, Zema e Ratinho também. Não acho que esteja fechado. Pelo contrário, está dividido”, disse à Jovem Pan, na última sexta-feira (23).
Mesmo sem o endosso do PL e do senador Magno Malta (PL), em razão de Pazolini não ser um defensor ferrenho de Bolsonaro, a sigla, comandada no Estado por Erick Musso, mantém o plano de estruturar um projeto capaz de se contrapor ao grupo do governador Renato Casagrande (PSB), que já lançou o vice Ricardo Ferraço (MDB) como seu sucessor para a eleição de outubro.
Ainda assim, o Republicanos vem conseguindo tirar da toca o ex-governador Paulo Hartung (PSD), como no encontro da última quinta-feira (22), quando, ao lado de Erick Musso, brincou que “política se faz no fio do bigode” — expressão que remete a compromissos selados na confiança e na palavra.
As movimentações nacionais e estaduais da legenda, portanto, revelam ambições mais ousadas para o próximo pleito. E, na mesma proporção dessas expectativas, podem vir vitórias expressivas ou derrotas igualmente grandes. A questão central é saber até onde é possível chegar. Passos maiores que as pernas costumam terminar em tropeços.