Por Poder / ES HOJE / Foto: Divulgação
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), salvo uma reviravolta abrupta, será candidato neste ano nas eleições que se aproximam. E o republicano vem fazendo o dever de casa na construção de imagem para estar pronto a pedir votos pelo Estado.
As atividades na Arena de Verão têm mostrado que algumas iniciativas despertam simpatia do público. No último fim de semana, por exemplo, ao colocar óculos escuros e “tocar” teclado ao lado de profissionais da limpeza, muitos aplaudiram e acharam o momento divertido, enquanto outros apontaram certo exagero.
O fato é que o prefeito não tem ficado de fora de nenhuma agenda de recreação ao longo deste verão. Isso, goste-se ou não, contribui para a aproximação com a população, especialmente em compromissos positivos e distantes de cobranças mais diretas sobre a cidade. Podem surgir queixas? Sem dúvida. Mas atividades associadas ao lazer reduzem, e muito, o peso típico de plenárias carregadas de demandas.
Outro sinal claro de postura eleitoral, além do pedido de férias-prêmio logo após o período previsto para desincompatibilização do cargo, é a supervalorização das obras estruturantes em Vitória. Em vídeo recente, ao mostrar a evolução do Mergulhão de Camburi, Pazolini afirmou tratar-se da “mais importante obra da história da mobilidade urbana do Espírito Santo”.
Há quem valorize a grama do vizinho. O republicano, porém, não se furta a exaltar a própria, como também o fez em recente artigo de opinião, no qual intitulou “Como Vitória se tornou a melhor cidade do Brasil”. Nas entrelinhas, isso sugere que a prefeitura é capaz de caminhar com as próprias pernas, sem depender do Estado, hoje comandado por um grupo rival, o do governador Renato Casagrande (PSB), que escolheu o vice Ricardo Ferraço (MDB) como seu candidato. Assim, Pazolini destaca atributos e capacidade de gestão, que caberá ao eleitor aprovar ou rejeitar.
Pazolini será candidato neste ano. Para cacifar ainda mais essa movimentação, vai precisar voltar a rodar os demais municípios, como fez em 2025. Resta saber para qual rumo nas urnas: governo ou Senado?