Por Denise Miranda / ES BRASIL / Foto-legenda: Plenário do Senado Federal, em Brasília: Espírito Santo terá duas vagas em disputa nas eleições de 2026 / Crédito: Marcos Oliveira
Disputa por duas vagas no Senado Federal, em 2026, influencia alianças e estratégias no Estado
A eleição de 2026 para o Senado Federal no Espírito Santo já provoca impactos diretos no tabuleiro político capixaba. Com duas cadeiras em disputa, o pleito amplia o interesse de lideranças estaduais, municipais e federais e passa a influenciar decisões estratégicas de partidos, governos e grupos políticos. Mais do que uma corrida individual, a disputa ao Senado tornou-se peça central na reorganização das forças políticas no Estado.
O fim dos mandatos de Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Podemos), que se encerram em 2027, abriu espaço para um cenário competitivo e fragmentado. A possibilidade de reeleição dos dois senadores se soma ao surgimento de novos nomes e ao retorno de lideranças experientes, elevando o peso da negociação política em torno das chapas majoritárias e proporcionais.
Entre os nomes mais citados está o do governador Renato Casagrande (PSB), apontado como potencial candidato ao Senado. Caso confirme a decisão, sua saída do Executivo estadual teria efeito direto na sucessão ao governo e nas alianças partidárias, tornando o Senado um eixo estruturante da eleição de 2026. No campo da direita, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), surge como alternativa competitiva, assim como o deputado estadual Sérgio Meneguelli (Republicanos), que já manifestou interesse em disputar a vaga.
O tabuleiro inclui ainda o ex-governador Paulo Hartung (PSD), cujo nome volta a circular nos bastidores, mesmo sem confirmação pública. Pelo PL, a possível candidatura de Maguinha Malta, filha do senador Magno Malta, é avaliada como estratégia para manter protagonismo no campo conservador e influência nas negociações nacionais.
Os atuais senadores, Contarato e Marcos do Val, permanecem no centro das articulações, com a chance de buscar a reeleição, o que amplia a concorrência e dificulta a formação de consensos. Com convenções ainda distantes, o cenário segue aberto, mas a disputa pelo Senado já se consolida como um dos principais motores de reposicionamento político no Espírito Santo.
Para o analista de político Darlan Campos, o cenário capixaba é marcado por uma intensa disputa de influência. “A eleição para o Senado em 2026 não é apenas sobre os nomes que vão para a urna. Ela mexe com estratégias de governadores, prefeitos e partidos, impactando alianças e o próprio desenho das chapas majoritárias. Quem conseguir consolidar apoio local e nacional terá vantagem significativa.”