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O recado do governador Casagrande sobre o Congresso

Por Poder / ES HOJE / Foto: Divulgação

O governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), participou do programa EntreVistas, do ES Hoje, onde fez seu tradicional balanço de fim de ano. Entre os temas abordados, um dos pontos que chamaram atenção foi a avaliação sobre o Congresso Nacional e a representação capixaba em Brasília.

Casagrande destacou que a definição sobre disputar ou não uma vaga ao Senado será tomada apenas em meados de março. Ressaltou que existe um “tempo certo” para essa decisão e ponderou que, até lá, “muita coisa pode acontecer”. Questionado sobre o que o Espírito Santo precisa no Congresso, o governador adotou um tom diplomático, mas sem abrir mão de expor sua visão.

Ao afirmar que não fazia “crítica a ninguém”, pontuou ser necessário se afastar “bastante” do debate ideológico e concentrar esforços nas demandas do Estado. “Temos compromisso com o Brasil. Mas nós, eleitos pelo Espírito Santo, temos o primeiro compromisso com o Estado. É preciso colocar o Espírito Santo em primeiro lugar”, afirmou.

Esse posicionamento já sinaliza o contorno da eventual campanha de Casagrande ao Senado, caso realmente coloque o bloco na rua. A estratégia passa por evitar a polarização e, amparado na alta popularidade que mantém, buscar votos tanto entre eleitores de esquerda quanto de direita.

Em certa medida, o movimento remete ao palanque amplo que o socialista construiu em 2022, quando derrotou Carlos Manato na disputa pelo governo do Estado.

A articulação de diferentes forças — e bandeiras partidárias — é, inegavelmente, um dos fatores que colocam Casagrande em posição de favoritismo numa possível corrida por uma cadeira na principal Casa do Congresso. Paralelamente, cabe a ele manter o grupo alinhado em torno da sucessão ao Palácio Anchieta, disputa na qual o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) já foi ungido como pré-candidato.

O governador ressaltou que dialogou com o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), sobre o tema e frisou a importância da unidade do grupo. “Nós somos fortes porque estamos juntos”, resumiu.

No fim do ano passado, Casagrande concluiu uma etapa relevante do xadrez eleitoral ao definir seu pré-candidato ao governo. Agora, até março, tem a missão de deixar claro qual será seu papel nas eleições de 2026. A aposta majoritária é numa candidatura ao Senado, mas as conjunturas — especialmente aquelas voltadas à preservação de seu grupo político — podem levá-lo a recalcular a rota. A ver.

“Folclore”

Ao longo do bate-papo com ES Hoje, Casagrande rechaçou que uma articulação nacional foi responsável pela candidatura dele, em 2010, ao governo. O socialista destacou que isso foi resolvido entre ele, Ricardo Ferraço e o ex-governador Paulo Hartung (PSD).

Veja aqui

A entrevista completa de Casagrande pode ser assistida neste link:

O recado do governador Casagrande sobre o Congresso