Notícias

[wpadcenter_ad id=8039 align='none']

A aposta do PT no Espírito Santo

O Partido dos Trabalhadores trabalha no Espírito Santo com uma estratégia clara e de longo alcance: liderar a construção de uma frente ampla da esquerda capaz de fortalecer seus quadros locais e, sobretudo, contribuir para a reeleição do presidente Lula em 2026. O movimento passa menos por projetos isolados e mais pela consolidação de um campo político que dialogue com partidos aliados e amplie a capacidade de mobilização do lulismo no Estado.

Nesse contexto, o PT lida com uma decisão sensível. Colocar em campo o deputado federal Helder Salomão, o mais votado no Espírito Santo em 2022, como candidato ao Palácio Anchieta. O nome é visto internamente como ativo político relevante e, ao mesmo tempo, como instrumento de palanque para Lula em um Estado historicamente desafiador para a esquerda.

A eventual candidatura de Helder ao governo cumpre a função de dar visibilidade nacional ao projeto petista e garantir presença consistente no debate majoritário. Por outro lado, impõe um custo significativo ao partido. Retira da disputa proporcional um puxador de votos capaz de ampliar a bancada federal, justamente em um cenário em que cada cadeira na Câmara dos Deputados tem peso estratégico para o próximo mandato presidencial.

Dessa forma, o desafio primordial do PT no Espírito Santo não se resume à disputa pelo Executivo estadual. O foco está em manter ou ampliar suas bancadas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, além de assegurar a reeleição do senador Fabiano Contarato, considerado peça-chave tanto no plano local quanto na articulação nacional do partido.

No tabuleiro pessoal de Helder Salomão, a reeleição de Lula é central. Um novo mandato do presidente abre espaço para que o deputado alcance posições de maior destaque político e administrativo, permitindo que ele projete com mais segurança seus próximos passos. O cálculo passa por 2028 e 2030, uma vez que, para 2026, suas chances ao Palácio Anchieta são vistas como mais remotas, ainda que politicamente úteis dentro da estratégia maior do PT.

A aposta do PT no Espírito Santo