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Vitória atinge 550 dias sem feminicídios e destaca ações de prevenção

Por Redação Multimídia / ES HOJE / Foto: Lorenzo Pazolini, prefeito de Vitória (ES)

Vitória atingiu, nesta semana, a marca de 550 dias sem registrar feminicídios. O dado, considerado histórico pela gestão municipal, é atribuído ao trabalho conjunto entre forças de segurança e serviços de apoio a mulheres em situação de violência. Especialistas e autoridades destacam que o resultado é fruto de ações integradas, mas reforçam que o enfrentamento à violência de gênero exige vigilância permanente.

Segundo a Prefeitura de Vitória, o período sem feminicídios está relacionado ao reforço nas estratégias de prevenção, monitoramento e atendimento às vítimas. O prefeito Lorenzo Pazolini afirma que a cidade “tem avançado no enfrentamento à violência de gênero” com medidas que incluem capacitação de servidores, uso de tecnologia e ampliação da rede de acolhimento.

Capacitação e ações educativas

A Guarda Municipal é responsável por parte significativa das ações preventivas. De acordo com a corporação, 421 guardas passam anualmente por cursos voltados ao atendimento de pessoas vulneráveis, incluindo mulheres vítimas de violência. O reforço de 100 novos agentes também deve ampliar essa atuação.

Tecnologia como apoio: Botão Maria da Penha

Outro instrumento adotado pelo município é o Botão Maria da Penha, dispositivo usado por mulheres com medidas protetivas. Atualmente, 22 vítimas utilizam o aparelho, que aciona diretamente a Central de Monitoramento da Guarda em caso de emergência. Outros 28 dispositivos estão disponíveis para concessão.

Segundo a Guarda, o sistema também capta áudio ambiente, o que auxilia no preparo das equipes e pode ser utilizado como prova em eventuais investigações.

O secretário municipal de Segurança Urbana, Amarílio Boni, afirma que o resultado reflete uma política contínua voltada para tecnologia, prevenção e presença nas ruas. “O combate à violência contra a mulher é prioridade da gestão”, declarou.

Rede de atendimento: Casa Rosa e Cramsv

O município destaca ainda a atuação de equipamentos públicos voltados ao acolhimento das mulheres.

A Casa Rosa, inaugurada em 2021, já realizou cerca de 16 mil atendimentos. A unidade oferece escuta especializada, avaliação de risco, acompanhamento médico e psicossocial, além de orientações voltadas à autonomia econômica. Funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, na Ilha de Santa Maria.

O Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cramsv), ligado à Semcid, completa 19 anos e oferece atendimento psicológico, social e jurídico. O primeiro atendimento é feito sem agendamento na Casa do Cidadão, em Itararé, também de segunda a sexta, das 8h às 17h.

Vitória atinge 550 dias sem feminicídios e destaca ações de prevenção