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Vereadores trocam acusações na Câmara de Vitória após registro de boletim de ocorrência

Vereadores trocam acusações na Câmara de Vitória após registro de boletim de ocorrência

Por Redação Multimídia / ES HOJE / Foto: Divulgação (CMV)

A sessão da Câmara de Vitória desta quarta-feira (19) teve clima de confronto após o vereador Luiz Emanuel (Republicanos) usar a tribuna para apresentar e comentar um Boletim de Ocorrência registrado contra ele pela vereadora Ana Paula Rocha (PSOL). Segundo o parlamentar, o documento foi feito por ela e por integrantes de sua assessoria.

Luiz Emanuel afirmou que a denúncia o acusa de vinculá-la ao crime organizado.
“A vereadora Ana Paula Rocha registrou um Boletim de Ocorrência contra mim, junto com a sua assessoria, me acusando de vinculá-la ao crime organizado”, disse. Em seguida, negou a acusação: “A vereadora mente, claro que sim. Eu nunca fiz isso aqui”.

Durante a fala, o vereador reforçou críticas à atuação da colega.
“Apesar de ter dito a ela várias vezes, vou repetir agora que a vereadora é defensora de traficante, de bandido, e posso provar”, declarou.

Ele também citou posicionamentos anteriores da parlamentar em plenário.
“A vereadora já fez aqui várias falas, por exemplo, para defender o MC Poze do Rodo, que é um músico, um artista, apologista do crime, ligado ao Comando Vermelho, que já foi preso inclusive por isso”, afirmou.

O vereador criticou ainda um projeto apresentado por Ana Paula Rocha.
“A vereadora apresentou um projeto para instituir uma data comemorativa para homenagear as vítimas e seus familiares da violência de Estado praticada por agentes públicos das periferias, dando a entender que policial é vilão”, disse. Segundo ele, a proposição “foi rechaçada pela Comissão de Justiça”.

Ao longo do discurso, Luiz Emanuel dirigiu-se à vereadora chamando-a de “governadora”. Ele justificou o termo afirmando tratar-se de uma forma de se dirigir à parlamentar:
“Eu trato a vossa excelência aqui como governadora do tamanho do mandato que eu tenho. Nós temos o mesmo patamar aqui dentro”.

O vereador criticou o fato de o caso ter sido levado à polícia.
“É péssimo comportamento que um vereador saia daqui para uma delegacia de polícia denunciar um colega por crime”, afirmou. Ele encerrou dizendo que contestará a denúncia:
“Ela quer na Justiça? Então vamos lá conversar na Justiça, e você vai saber com quem está lidando a partir de agora”, declarou, em tom interpretado como ameaça.

Resposta da vereadora

Procurada pela reportagem, a assessoria de Ana Paula Rocha (PSOL) enviou uma nota dizendo que o vereador “elegeu a parlamentar como alvo de seu ódio” e que ele “levou ataques ao plenário e, em seguida, publicou em suas redes sociais uma montagem que a associa ao crime organizado”. Segundo a vereadora, a postagem gerou “comentários racistas, gordofóbicos e até ameaça de morte”.

Ela afirmou ainda que o conflito não se trata de divergência política.
“Divergir faz parte da democracia. O que está acontecendo é outra coisa: é quando um parlamentar ultrapassa o limite do debate público, abandona o campo das ideias e passa a atacar a minha dignidade como pessoa”, declarou.

Ana Paula concluiu dizendo que é “muito grave associar uma mulher negra ao crime”.
“Além de mentir e espalhar fake news, ele criminaliza nossos corpos, tenta deslegitimar nossas ideias e busca limitar o nosso lugar na política. Mulheres negras sempre foram atacadas dessa forma. O medo não faz parte da minha trajetória política. Estou atenta, firme e tomando todas as medidas necessárias diante dessas violências.”

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