Por Fátima Pittella / Foto: Will Morais
Ações integradas entre as polícias, policiamento ostensivo e permanente, ocupação com cultura e lazer foram algumas sugestões apresentadas na reunião da Comissão de Segurança da Câmara de Vitória.
Na quarta-feira (12/11), os vereadores receberam representantes da sociedade civil organizada para se pensar juntos soluções para a insegurança do Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto.

A Comissão é encabeçada pelo vereador Aylton Dadalto e a reunião contou com os vereadores André Brandino e Bruno Malias. Foram convidados para compor a mesa de debates foi composta por: Margareth Volpini Boa Nova, vice-presidente da Associação de moradores da Praia do Canto, o Conselheiro de Segurança Leandro Moulin, o subsecretário de Segurança do Estado, Guilherme Pacífico, o presidente da Comissão de Segurança da OAB, Roberto Daros e a coordenadora da Guarda Municipal Fabiana Gonçalves de Souza.
O presidente da Comissão, vereador Aylton Dadalto lembrou a situação amplamente divulgada nas redes sociais de uma cena de sexo explícito e brigas no espaço público. “Sabemos que numa área onde temos a presença diária do Poder Público e cuidamos do nosso patrimônio, a região é ocupada por pessoas que deveriam estar ali. Quando a situação é oposta, sabemos a consequência. Dessa forma, hoje vamos começar a pensar na solução para aquela região”, afirmou Dadalto.
O vereador André Brandino lembrou do constrangimento para as famílias ao ver a cena e que, a região do Triângulo das Bermudas é referência de turismo. “Vitória recebe mais turistas e visitantes do que antes, então temos que tratar dessas situações que estão prejudicando os comerciantes, os moradores e todos que estão ali buscando o lazer”, ressaltou.
Para o vereador Bruno Malias a população precisa se unir ao Poder Público. “No primeiro sinal de desordem, temos que chamar a sociedade para colocar as coisas no caminho. Nós, enquanto Câmara de Vitória, a sociedade organizada, as forças de segurança e o Executivo municipal, trabalharmos juntos. Pode contar conosco para resolvermos esses problemas”, disse o vereador.
Dadalto apresentou as seguintes propostas para o problema: ações conjuntas de diversos órgãos de segurança para combate à ilegalidade, com tolerância zero, em curto prazo, e em médio prazo, Base Fixa da Guarda Municipal no Triângulo.
A vice-presidente da Associação de moradores da Praia do Canto, Margareth Boa Nova, a situação é “muito deprimente”. “O local está feio, sujo, os prédios estão precisando de reforma. Então peço policiamento ostensivo no local e uma solução para a poluição sonora”, sugeriu ela.
O presidente da Comissão de Segurança da OAB, Roberto Daros, complementou com outras sugestões para o problema. “Queremos que nossa cidade seja exemplo nacional de que aqui se faz uma política de segurança pública de qualidade. Então queremos a presença constante da Guarda Municipal e da Polícia Militar na região. E a presença constante da OAB junto aos segmentos sociais para a efetividade das propostas”, afirmou.
Como membro da Sociedade Civil, Rafael Ottaiano, acredita que a segurança pública é um tema de maior demanda da sociedade e quando falha, as pessoas que ficam restritas às suas casas e não podem desfrutar de suas cidades. Ele disse que os vereadores devem sobrepor as diferenças entre o governo municipal e estadual para que haja uma integração entre todas câmaras municipais dentro do sistema de segurança. Ele sugeriu a intervenção dos vereadores das diversas Câmaras junto ao Executivo.
O empreendedor Henrique Sávio sugeriu que as abordagens sejam aprimoradas para se separar o joio do trigo. “Também acho que essa briga das polícias militares e municipais está realmente prejudicando a população. Acho que tem que ter integração entre elas. Penso que, abordou, a pessoa está irregular, então não pode ficar ali, no local”, disse.
Para Luciano de Paula que representa a Escola Mocidade da Praia, não se trata somente de segurança pública voltada ao policiamento. “Podemos fazer uma ação efetiva e inclusiva com a cultura, com lazer produtivo diuturnamente. Queremos que o Poder Público dê legitimidade às nossas ações”, afirmou. “Existe muita dificuldade para fazermos ações inclusivas, de cultura, e não temos efetivo, estrutura, doação. Que possamos caminhar desse jeito para evoluir”, pontuou Luciano de Paula.
Dadalto parabenizou o morador, que apresentou um documento elaborado por muitas mãos com ideias de ações inclusivas e culturais para o Triângulo.
O presidente da Comissão disse que tinha conhecimento desse documento e o parabenizou pelas propostas reais, efetivas e “que o Triângulo precisa”.
O subsecretário de Segurança do Estado, Guilherme Pacífico relatou que o Ciodes estava a cargo de sua Secretaria e que na segunda-feira havia sido comunicado (o ato) e que foram feitas 500 prisões por reconhecimento facial e 20 feitas pela Guarda Municipal pela integração da Guarda com o Estado.
“Parabenizo a equipe da Guarda que está presente no Ciodes e destaco que há essa integração. O que precisamos é aperfeiçoar essa integração, que é um trabalho e um esforço contínuo”, assegurou.
Ele detalhou o funcionamento dos totens. Trata-se de um sistema de tecnologia que é funciona como ponto base para as forças de segurança, e dialoga com tecnologias como a de reconhecimento fácil e a de leitura de placas.
A coordenadora da Guarda Municipal Fabiana Gonçalves de Souza esclareceu que os acionamentos não estão sendo gerados no 190, que é quando a guarda chega ao local.
“As pessoas geram imagens, colocam na rede social, mas não ligam para o 190 para o envio da viatura”, alertou. Ela lembrou que as pessoas ficam replicando vídeo nas redes sociais, afirmando que a guarda não chegou, mas ninguém ligou para o 190.
Como encaminhamentos, Dadalto listou: envio de ofício para a Secretaria de segurança do município e do Estado e para a Secretaria de Gestão, para a realização de ações conjuntas e para que se encaminhem as sugestões para providências.
Estiveram presentes os vereadores: Aylton Dadalto, Bruno Malias, André Brandino.